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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Viagem de Paloma (Parte V)

E aqui nada mais havia a fazer se não deixar o coração brotar-me da boca, escorrer-me pelos braços até à ponta dos meus dedos, onde te poderia encontrar num roçar inesperado de mãos, por entre gargalhadas de quem não consegue esconder que está feliz...

domingo, 8 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Viagem de Paloma (Parte III)

Sigo por entre paredes brancas, com rachas de estuque colocado à pressa por mãos calejadas, à procura das memórias, de ti, de nós.
Sigo qual viajante no tempo pelo vórtice que é o desejo de te ver, rever, sonhar. Após espirais de recordações empoeiradas onde nem me demoro, encontro-te, de olhos brilhantes, sorriso franco e faces rosadas, a personificação do amor sem a doença que os humanos lhe injectam... puro! E fico assim, fora de mim, com a alma dançando de alegria e o corpo inanimado num beco qualquer em coma induzido. Até que a brusquidão da realidade me arranca do meu bosque encantado, e volto a ficar no nevoeiro... Fumo um cigarro.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Viagem de Paloma (Parte II)

...um, dois e... três... salto... mais uma vedação... caio em cima de água, morna, estagnada e aquecida pelo sol... os meu pés enterram-se na areia que rapidamente os cobre... sabe bem... respiro fundo, olho em frente... sigo viagem...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Viagem de Paloma

Caminho agradável, sem percalços, ligeiro e calmo.
"É bonito", pensei para com as nuvens já brancas, que ainda assim teimavam em pairar.
Acho que a dada altura voei... não senti nenhuma turbulência... foi tão simples quanto pestanejar. Um voo junto à terra, pés descalços, sem medo...
Quando senti o vento no estômago já estava bem alto. Tive vertigens... e a tão familiar sensação de formigueiro nas mãos que vai da palma à ponta dos dedos...
Um pensamento ocorre-me... sorrio.